As Pessoas Normais Não Tem Nada de Especial
Sinopse

"Alguém me contou a sua experiência num hospital psiquiátrico. Era um tipo perfeitamente normal, como eu ou outra pessoa qualquer. Isso foi o clic para começar a escrever o argumento. Quis mostrar que se pode levar uma vida normal e ao mesmo tempo oscilar, uma vez por outra, para esse universo. Quis também compreender o que é que se passava a partir desse momento. Será que estamos preparados para os internar? Será que, pelo contrário, tentamos fazê-los sair muito rapidamente?

No filme, um dos internados no hospital diz "as pessoas normais não têm nada de especial". Não é obrigatório concluir que a minha intenção é dizer que os loucos são obrigatoriamente interessantes. Isso seria um pouco simples demais. Essa frase não toma todo o seu significado porque é dita por um louco. Nunca vi, durante as minhas pesquisas nos hospitais psiquiátricos, os pacientes como se fossem monstros, mas sim como pessoas diferentes, que contam histórias, partilham sentimentos e transmitem emoções. Foi esse aspecto humano que eu guardei para as personagens do meu filme. Disse sempre aos actores para não fazerem de loucos.

Os diálogos bastavam para transmitir o que eu queria.

Quando escrevo um filme, parto sempre da realidade. De seguida, começo a tomar liberdades e a ficção faz-me derivar. Sinto-me filiada num certo cinema francês em que a palavra tem uma enorme importância. Um cinema bastante dialogado, com muito trabalho sobre a escrita. Mas ainda me sinto como que marginal na família do cinema francês. Talvez por este filme ter sido tão difícil de fazer."

LAURENCE FERREIRA BARBOSA

Vídeo
Widescreen 1.66:1 Anamórfico
Áudio
Francês(Francês Dolby Digital 2.0)
Legendas
Português
Opções Especiais
Curta-metragem «Adéle Frelon est-elle lá?» Entrevista com a realizadora Filmografias Galeria de Fotos Capítulos
Discos / Lados
1 Disco de 1 Lado
Produção
Gémini Films
Distribuição
Atalanta Filmes
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