A história das aves migratórias, é a história de uma promessa, a promessa do regresso.
Frequentemente, ao longo de milhares de quilómetros, carregados de perigos, a viagem é a resposta a uma ùnica necessidade, sobreviver.
Na Primavera, no hemisfério Norte, levantam voo em direção às terras do ártico onde nasceram. Algumas voam implacavelmente dia e noite, para outras etapa a etapa, é já no final das suas forças que alcançarão o seu longìnquo destino.
Oriundas de todos os continentes, as aves alcaçam, finalmente, as terras árticas e dispersam. Em breve nasceram as crias que, deverão rápidamente, preparar-se para a sua primeira migração.
O Verão do àrtico foi curto, é chegada a hora da migração outonal. As jovens crias, que mal tiveram tempo de se emancipar, têm já de se meter a caminho, em direção aos trópicos.
Nos trópicos, às aves migratórias do hemisfério sul sucederam-se as do hemisfério norte. Bandos gigantescos deslocam-se numa busca de sustento.
Em pleno hemisfério Norte, as aves migratórias anunciam uma nova Primavera. No céu, as mesmas rotas de voo voltam ficar povoadas.
A promessa de regresso é cumprida.
