// Festival Dei Popoli, Florença(Menção Especial do Júri Internacional) //
um filme documental de Mariana OteroUm objecto comovente.
Um testemunho a não perder.
-Mário Jorge Tavares, Publico
Belíssimo, porque usa a intimidade da tristeza como ponto de partida, voando para lá das ideias feitas sobre o que deve ser a moral ou o sentimento das mulheres.
-Inês Pedrosa, Expresso
Quando tinha quatro anos e meio a minha mãe desapareceu. A nossa família disse-nos, a mim e à minha irmã, que ela tinha ido trabalhar para Paris. Um ano e meio mais tarde, a nossa avó confessava-nos que ela tinha morrido numa operação ao apêndice. Quando o nosso pai se decidiu finalmente a falar-nos da nossa mãe, foi para nos revelar as verdadeiras circunstâncias em que ela morreu. Esse segredo que ele guardou durante 25 anos sozinho tinha-o impedido de nos falar da sua vida e de nos mostrar a obra dela. Ao quebrar esse tabu ele devolveu-nos a nossa mãe. Senti então a necessidade de reconstruir esta história e reencontrar aquela que me tinha sido duplamente roubada pela morte e pelo segredo.
Mariana Otero.
