"É o primeiro filme do novo cinema português que vemos, em exploração comercial, no nosso país. O refrato da burguesia por António da Cunho Telles. Divorciada, Marta procura fugir aos ritos e às velhas obsessões que dirigem a sua vida"
-Gilles Jacob, LÉxpress
Lisboa, anos 60. A emancipação da mulher ainda não chegou a Portugal. Todo o gesto de amor, fora do estabelecido como politicamente correcto para a época, é considerado leviandade, reprovado socialmente, quase como perdição.
Marta, recém separada começa a trabalhar, como modelo, numa agência publicitária. Por entre encontros, cruza-se com Vítor Lopes, um contrabandista de Lisboa. E entre os dois estabelece-se uma relação de doce amizade. Um dia, Marta, por fraqueza, profere o nome de Vítor, revelando o seu desconhecido paradeiro. Algum tempo depois Vítor aparece morto.
Marta, numa surpreendente interpretação do Maria Cabral, é jovem, bonita, elegante, faz falsas sardas num gesto simples de "coqueterie". "O Cerco" esgotou todas as sessões, na sua estreia em Lisboa, em 1971, consecutivamente, durante 3 meses.
