VENEZA 2008
PRÉMIO CARREIRA
- WERNER SCHROETER //
"O REI DAS ROSAS nasceu graças a Magdalena Montezuma, é o último filme em que aparece. Ela e Werner Schroeter escreveram a sinopse do filme, a história na sua forma mais simples e linear: a mãe, o filho, as rosas e a relação de posse, de domínio, entre as personagens. As rosas reflectem estes temas do filme: representam a beleza. Efémeras, com a cor vermelha do sangue, têm espinhos que podem fazer sofrer. São também o símbolo do amor e a convergência de todas as paixões: a rosa enreda os destinos das personagens, leva-as por diferentes caminhos e, ao mesmo tempo, reúne-as. A mãe e o filho habitam este roseiral, as rosas são o centro de toda a história. Magdalena e Werner, sobretudo, queriam muito esta utilização expressiva, intensiva, da rosa. Todas as línguas no filme, o alemão, o português, o inglês, o italiano, o francês, o árabe, compõem uma música. As rosas são o centro de toda a história, são a sua própria linguagem."
-Luís Miguel Oliveira, Público
É um filme moderno, pela suprema liberdade com que se desprende de qualquer regra e de qualquer programa, mesmo de um programa modernista. Filme de luz, filme que luz.
-João Bénard da Costa, O Independente
