Se o cinema é deixar-nos levar pela paixão do movimento, então sim, Partir e Voltar é mais do que nenhum outro, um filme sobre a minha paixão pelo cinema.
Se o espectador, ao acabar a projecção, tiver ouvido as imagens e visto os sons, segundo a vontade de Eisenstein, então terá partilhado a minha paixão pelo Concerto nº 2 de Rachmaninov que foi a pedra angular, a alma, a estrela invisível deste filme.
Alguns, mais irónicos, perguntar-me-ão porquê a escolha deste Concerto, que está para a música como a Gioconda para a pintura?
Porque esta obra composta por Rachmaninov na sequência de uma depressão nervosa correspondia exactamente a esses anos 43-45 que foram, de uma certa maneira, a maior depressão nervosa colectiva de todos os tempos.
Há filmes que escrevemos e filmes que gritamos. Então que dizer mais? Amem ou detestem. Partam ou Voltem.
Annie Girardot, Jean-Louis Trintignant, Richard Anconina, Evelyne Bouix, Michel Piccoli, Françoise Fabian, Erik Berchot, Évelyne Bouix, Charles Gérard, Jean Bouise, Denis Lavant, Dominique Pinon, Georges Rabol, Pierre Semmler, Denise Péron, Adia Mediouni, Antoine Mikola, Georges Mavros, Claudine Mavros, Jacques Mathou, Françoise Lorente
