// VILA DO CONDE - GRANDE PRÉMIO //
// MILÃO - MELHOR FILME //
// BELFORT - PRÉMIO DO PÚBLICO E MELHOR CURTA ESTRANGEIRA //
// RÉUS - MELHOR CURTA EUROPEIA EM FESTIVAIS DE MONTREAL, MAR DEL PLATA, ZAGREB, BRUXELAS, KIEV, VALÊNCIA, BREST, ANGERS, TÂNGER, CLERMONT-FERRAND //
Cumpridas as obrigações académicas, Hugo passa os dias em casa descansando a cabeça de intermináveis leituras de autores pouco conhecidos. Dorme muito e a desoras. A sua única companhia doméstica é Luisa, a empregada, que alinha com ele em cúmplices jogos do gato e do rato. Para afugentar o sono da razão Hugo exercita a veia lírica escrevendo, com o amigo Manuel, canções sobre o bairro onde ambos habitam. O plácido diletantismo do protagonista é abalado por Catarina, uma jovem e bonita tradutora que dá os primeiros passos na vida profissional em regime free-lancer. Hugo está pelo beiço, fraqueja. Lá em cima, o peneireiro peneira. Não é o único rapace capaz de fazê-lo.
Mano Mendi vive em Rubon Chiquero na ilha de Santiago em Cabo Verde. É o último tocador de cimboa, violino de uma corda utilizado para acompanhar os grupos de batuque característicos daquela ilha. Recentemente a sua música despertou o interesse de Totavares, um professor de música da capital Praia.
